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Fundos que apostam em imóveis voltam a oferecer ganho alto

19 de setembro de 2016

Folha de São Paulo, Danielle Brant, 19/set

Após três anos ruins por causa da recessão econômica, fundos de investimento que aplicam seus recursos no setor imobiliário voltaram a oferecer ganhos significativos para os investidores neste ano.

Com cotas negociadas na Bolsa, esses fundos chegaram a render 35% em 2012, segundo o índice Ifix, que reflete o desempenho médio dos mais negociados. Neste ano, eles renderam mais de 25% até a sexta passada (16).

Os fundos imobiliários aplicam seus recursos em shopping centers, escritórios, hotéis e agências bancárias. Muitos oferecem como rendimento parte das receitas obtidas com aluguéis e a administração dos imóveis. O investidor também pode ganhar com a valorização das cotas na Bolsa.

Como o rendimento é isento do pagamento de Imposto de Renda para pessoa física, os fundos podem ser uma boa opção para quem quer lucrar com o setor imobiliário, mas não tem dinheiro para investir sozinho. "O brasileiro gosta de imóveis. Com R$ 30 mil, eu não consigo comprar um bom imóvel no Brasil, mas consigo fazer uma carteira excepcional de fundos imobiliários", afirma o planejador financeiro Renato Roizenblit.

Embora incorporadoras, construtoras e outras empresas do setor enfrentem dificuldades desde o início da recessão, os fundos imobiliários voltaram a oferecer rendimentos atraentes por causa de uma combinação de fatores.

Muitos investidores apostam que o Banco Central começará a reduzir a taxa básica de juros da economia m breve, reduzindo a rentabilidade de investimentos em renda fixa e levando à procura de opções mais rentáveis.

Além disso, a crise desvalorizou muitos fundos imobiliários, tornando-os relativamente baratos. Isso tem feito investidores voltar a prestar atenção neles, apostando em ganhos no longo prazo com a recuperação da economia.

RISCOS

Os especialistas advertem, contudo, que a recuperação do setor imobiliário não deverá se refletir no desempenho de todos os fundos, e recomendam que os investidores pesquisem antes de escolher um produto desse tipo.

"Os fundos sofreram com imóveis vagos e inadimplência", afirma Lucas Stefanini, analista da Guide Investimentos. "Há sinais de que o pior já passou, mas o cenário ainda está complicado."

Fundos que investiram em shoppings, por exemplo, tiveram perdas porque muitos lojistas fecharam as portas e suas antigas lojas ficaram vazias. Receitas com estacionamento e aluguel de outros pontos comerciais ajudaram a compensar essas perdas.

"Quando se fala de vacância, o problema é maior em edifícios de escritórios do que em shoppings", explica Anita Spichler Scal, gerente da área de investimentos imobiliários da gestora Rio Bravo.

Outros fundos investiram em agências bancárias e podem se tornar pouco atraentes no futuro, porque os bancos têm indicado em seus balanços que planejam fechar agências nos próximos anos.

Os especialistas recomendam que os investidores reduzam seus riscos. Em vez de concentrar o dinheiro em fundos que investem em um só empreendimento, o ideal é ter carteiras diversificadas.

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